Mata-me,
Esta dor lenta e langorosa.
Que arduamente, arranca-me o coração.
Esta sentença que dói na alma e que, em vão,
Detém-me o pánico e ânsia em mão.
Pois, para mim, Tu não existes.
Nem lá, nem aqui, nem em mim.
Os teus fictícios feitos não são e nunca foram.
Contudo, não há escapatória.
A questão inevitável volta sempre por surgir.
Frustrando-me e forçando-me a desmentir-te.
E derradeiramente, morro e sofro.
Deixando a questão, tal como na génese, incompreensível.
Parto deste mundo como chegei:
Mata-me.
Alexandre C.